24/12/18

Quadras de Natal 2018


Natal é amor

É dar sem receber
É tempo de união
É tempo de bem fazer.

É tempo de abrir o coração
É tempo de comemorar a vida 
É tempo de compaixão
É tempo de família unida.

Natal é paz
Natal é harmonia                                   
É tempo de agradecer a vida
De noite e de dia.
           
Pensar em Natal
É pensar em amor
É pensar na união
E na vida sem dor.                                       
                                                                           

                         
Este Natal o que eu queria
Era que acabasse a dor
E que houvesse mais alegria                                    
Mais paz e mais amor.

Natal é o tempo de perdão
é tempo de bondade 
é tempo de gratidão 
É tempo de verdade.

Autoria de: Rita Medeiros, 9 º B


15/12/18

Aquisição de livros novos

                 
 Mais um objetivo cumprido neste primeiro período!
 A primeira leva de livros adquiridos, já em fase de tratamento técnico-          -documental.

10/12/18

Clarice Lispector faz 98 anos



Nasceu na Ucrânia no ano de 1920, mas foi abraçada e abraçou o Brasil como sua terra. Clarice Lispector é um dos primeiros nomes que vem à cabeça de qualquer amante de literatura quando pensamos em romance, sentimentos, “ser” em profundidade.


Romance



Com um ar enigmático e um jeito único e marcante de falar sobre a vida e sentimentos, a jornalista e escritora publicou 17 livros em vida, muitos deles repletos de reflexões admiráveis sobre coisas que todo mundo sente.


Um quebra-cabeça, mas não tão difícil de decifrar: a brevidade da vida faz a escritora reconhecer a importância de viver intensamente, aproveitando cada instante. Mas, ao mesmo tempo, comer um pedaço de bolo pensando que ele vai acabar logo pode estragar a experiência, correto? O segredo, então, é aproveitar ao máximo a vida e desfrutar de cada momento.

Comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

                                   A História dos Direitos Humanos



Excerto daqui
         A 10 de dezembro celebram se os direitos humanos. Esta data, definida em 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, visa criar pautas do que devemos ter como mínimos dignidade, equidade, respeito e Paz entre as pessoas em todo o mundo.Esta efeméride, que nasceu da necessidade urgente de se repensar os direitos humanos no pós-segunda guerra mundial, materializou-se na criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos — udocumento que faz parte do património (i)material e que serve de base ao que deve ser o comportamento político internacional.
Dito assim, parece que os direitos humanos são uma realidade distante das nossas vivências, como indivíduos, como cidadãos “comuns”, mas vejamos: todos nós integramos, de uma forma ou outra, estruturas macro-sociais e políticas que definem parte das nossas decisões. Pensemos no caso das questões das políticas laborais, ou das migrações, do acesso à educação, ou ainda das condições de saúde e protecção social que país onde vivemos nos pode oferecer. No entanto, nós, os elementos mais "micro" de tudo isto, também influenciamos o contexto, não somos só e apenas elementos passivos que vão assimilando o que nos vão enviando do alto. 
Todos nós, cidadãos, com manifestações de agrado e desagrado, com as nossas contribuições profissionais, com a participação social e cívica e, em muito, com as contribuições humanas na relação que estabelecemos com os outros, moldamos o que queremos de valores e comportamentos sociais para a construção da paz.

Triguinho do Menino Jesus II

 Pratinho de Trigo a germinar durante o Advento

As primeiras searinhas são para o Menino Jesus! 
Lá diz  a tradição que no dia oito de dezembro, dia da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal, é o dia de colocar  o triguinho nos pratinhos: a cevada, a ervilhaca, os tremoços ou as favas, para germinarem à luz ténue de dezembro.
 Nas janelas viradas a nascente ou no escurinho do armário, assim, germinam  até ao fim do Advento, com regas dia sim, dia não.
Esta tradição era uma bênção premonitória das novidades do  Novo Ano que, se bem sucedida, incitava ao suspiro aliviado, daqueles que da terra tiravam o sustento.
sc

Postais de Boas Festas dos nossos alunos


 Merci à tous les élèves des classes de Français, niv. IV 
pour votre criativité et participation!
A Biblioteca ficou muito bonita com estes lindos postais!



                                          

Os nossos leitores



E leram várias histórias de Natal 
com mensagens para refletir...    


Um agradecimento ao 11º  I e à professora Dulce.





Alunos do 11ºI

Um recanto para os Contos de Natal


Feliz Natal , são os votos da Biblioteca da Vitorino

Criado o espaço para as leituras de histórias maravilhosas de Natal, estão abertas  inscrições de todas as turmas para conhecerem diversas versões do Natal ao longo dos tempos , escritas pelos maiores escritores da literatura universal e nacional.


                                                         




                                                                                                    




              

 

 
           
































                                                


07/12/18

Natal 2018, cumprindo-se o PAA


E criou-se o Cantinho da Leitura, 
que será renovado a cada atividade
 e estará sempre disponível para todos os alunos e docentes
 que o queiram requisitar para momentos de leitura individual e /ou partilhada.
Os Nossos agradecimentos  ao nosso patrocinador Loja Susiarte .








11/10/18

* Da Biblioteca ao Leitor



Este é um dos momentos que mais aprecio, aqui da minha secretária. Os computadores estão todos ocupados com alunos de olhares apreensivos a ler, na Internet, textos que me ultrapassam e o silêncio só é ferido por cliques de teclados e de ratos em mãos apressadas na busca de mais informação. Na ala do fundo vejo alunas concentradas a escrever no caderno e a sublinhar fotocópias. Por vezes, bocejam ou mudam de posição, mas continuam a rentabilizar o seu tempo. Do outro lado, duas professoras trabalham nos seus portáteis. Ao todo são quinze alunos a viajar na volúpia deste espaço. Os lugares da Alexandra e do Emanuel hoje estão vazios, mas é ali que põem as suas leituras em dia.

Todos os dias o cenário é diferente. As horas nem sempre são assim mortas por fora e vivas por dentro, mas há-as e isso reconforta-me. Os livros existentes do PRL e do PNL estão expostos e os professores nas aulas devem estar a falar aos alunos ou vice-versa, das leituras, reflexões e pontos de vista de alguns dos livros aqui requisitados.

Há o dia-a-dia como este e há as dinâmicas da biblioteca escolar que podem ser muitas e diversificadas, mas que não deverão existir só para preencher o PAA. A sua realização deverá ter como principal objetivo a formação de leitores responsáveis, autónomos e críticos; cidadãos capazes não só de dominar as tecnologias da informação e as redes sociais, mas de rentabilizar os seus conhecimentos ao serviço das suas aprendizagens e leituras, do seu envolvimento na comunidade.

Chegamos a uma era em que as bibliotecas da Gulbenkian nos trazem à memória como o saber era servido frio, pronto e acabado, mas que para a época, de elevada taxa de analfabetismo, contribuíram, em muito, para a abertura de mentalidades e para o gosto pela leitura. Essa passagem de testemunho que alguns de nós vivenciámos e que outros já não conhecem foi tão válida quanto é o conhecimento transmitido nas bibliotecas escolares do século XXI. Futuramente, estas serão recordadas, juntamente com os níveis de iliteracia e das taxas de insucesso e de abandono escolar dos nossos dias.

Naturalmente, alguns destes alunos, quando adultos, lembrar-se-ão das atividades realizadas na nossa biblioteca, como a Semana da Biblioteca que envolveu o Grupo de Teatro da escola, assim como o Almoço da Biblioteca ou as Visitas Guiadas, como se pode ver no blogue Trabalhadas Palavras que pretendemos manter no ativo.

A biblioteca é uma fonte de saberes inacabados, um lugar de histórias por completar, de dinâmicas para desenvolver e de criatividade para repartir. O coordenador da biblioteca escolar é o mensageiro destas dinâmicas, quer no presente, quer no futuro, pela responsabilidade que a sua profissão exige. Se os tempos mudaram em relação às bibliotecas do passado também mudarão as práticas das bibliotecas deste tempo em que muito há para fazer na área da literacia da informação. Não poderemos deixar de nos envolver, senão corremos o risco de estagnar e de perder a oportunidade de partir para outras viagens.

Silvana Correia – Coordenadora da Biblioteca Escolar da Escola Secundária Vitorino Nemésio

*Artigo publicado no 1º Jornal online do Plano Regional de Leitura Açores, Janeiro de 2014



Notas: 
PRL – Plano Regional de Leitura;
PNL- Plano Nacional de Leitura;
PAA- Plano Anual de Atividades
Link do blogue-Trabalhadas Palavras: http://quedizvitorinobe.blogspot.pt/

20 anos de Nobel : Saramago


17/09/18


Saudações amistosas!

Eis-nos aqui de novo com Trabalhadas Palavras! com muitas saudades do vosso retorno

Foi por um largo período de tempo que o blogue esteve inativo, mas é com imensa alegria que retoma as suas funções.

Saudamos toda a comunidade educativa, 

todos os alunos que agora iniciam um novo percurso escolar nesta escola, 
os alunos veteranos, 
queridos ex alunos,
todo o corpo docente e não docente, 
os encarregados de educação e o conselho executivo.

Já não era sem tempo que a vontade de comunicar convosco era uma prioridade, a par de outras prioridades que este blogue obriga.
Ao longo deste ano letivo esperamos que o nosso trabalho seja do agrado dos nossos queridos alunos, pois a eles é inteiramente dedicado.

A biblioteca escolar tem como função difundir informação 
e transmitir conhecimentos,  em parceria com todo o corpo docente, 
assim como dinamizar atividades  que estimulem a curiosidade pelo saber. 

A Equipa  da Biblioteca Escolar, da Escola Secundária Vitorino Nemésio
deseja a toda a comunidade educativa um ano letivo de 2018/2019 
cheio  de muito sucesso profissional, 
e conta com a vossa presença para fazer boas leituras.

Sempre ao dispor,
aguardando a vossa colaboração. 





08/03/18

As Mulheres da minha geração ....

"As Mulheres da minha geração ....

É o único tema em que sou radical e intolerante, no qual não escuto argumentações:
As mulheres da minha geração são as melhores e pronto.
Hoje têm cinquenta e picos, inclusive sessenta / setenta, e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabolicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afetuosa celulite que capitaneiam suas coxas, mas que as fazem tão humanas, tão reais. formosamente reais.
Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciados e recasadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarta intento.
Que importa?
Outras, ainda que poucas mantém um pertinaz celibatarismo e o protegem como a uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre suas portas a algum visitante.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração! Nascidas sob a era de Aquário, com a influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kulbrick e do início
do boom latino-americano, são seres excecionais.
Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, que entretanto receberam passadas por vários filtros, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução.
Jamais viram no homem um inimigo, apesar de que lhe cantaram umas quantas verdades, pois compreenderam que se emancipar era algo mais que colocar o homem para esfregar o banheiro ou trocar o rolo de papel higiénico, quando este tragicamente se acaba, e decidiram pactuar para viver em dupla, essa forma de convivência que tanto se critica, porém, que com o tempo, resulta ser a única possível, ou a melhor, ao menos neste mundo e nesta vida.
São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam.
Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam sua parecença com Maria, a Virgem, em uma noite louca de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar Elraton, de Cheo Feliciano, na Teja Corrida ou em Quebracanto, com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Gurdjieff e do cinema de Bergman.
No fundo de suas mochilas havia pacotes de Pielroja, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara, e ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção de Héctor Lavoe, que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, e que se chama Teu amor.
Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor canções de Silvio Rodriguez e Pablo Milanez, conheceram os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias, liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam fazendo na sua formosa e sedutora maturidade.
Souberam ser, apesar da sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas.
Deusas com sangue humano.
O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu acompanhante por dentro.
A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda quando nos façam sofrer, quando nos enganam ou nos deixam, pois seu sangue não é tão gelado o suficiente para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia do Santana.
Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 40 e 60, o dia
da mulher é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, quando está você.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!"
 Santiago Gamboa