10/04/15

Rainha D.Amélia

As D. Amélias, doce típico da gastronomia terceirense foram confeccionadas para acolher a rainha.


Donas Amélias

Com o rei  D. João V 
500 gramas de açúcar
9 gemas de ovos
4 claras (batidas em neve)
200 gramas de manteiga (derretida e fria)
200 gramas de farinha de milho (o mais peneirada possível)
1 colher (de sopa) de canela em pó
6 colheres (de sopa) de mel de cana
100 gramas de passas
50 gramas de cidrão (picado muito fino)
raspa de 1 limão pequeno
1 pitada de sal
1 colher (de café) de noz moscada
Bate-se o açúcar com as gemas até formar uma massa presa, juntando-se depois a canela, as passas, o cidrão, a noz moscada, a raspa de limão e o sal.
Bate-se mais algum tempo, e quando estiver bem ligado, junta-se a manteiga derretida e fria, de seguida, as claras batidas em neve, e por último, a farinha e o mel.
Sempre que se junta qualquer dos ingredientes mencionados, bate-se a massa a fim de os ligar.
Vaza-se a massa em pequenas formas (untadas e polvilhadas) e vão ao forno , não muito quente, em tabuleiros.
Quando cozidos, retiram-se das formas e polvilham-se com açúcar refinado-


Narciso

A História de Narciso



Era uma vez um jovem muito belo e orgulhoso chamado Narciso. Ele era filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope.
Quando Narciso completou 15 anos, Liríope consultou o adivinho Tirésias (ela foi a primeira que foi consultar-se com tal) se o filho teria longa vida. Então, foi-lhe profetizado que Narciso jamais poderia ver o seu reflexo, pois esta seria a sua ruína.
Realmente, Narciso era um lindo homem, o amor e paixão de muitas ninfas. Este, em contra-partida, sempre rejeitou o amor de todas elas. E a ninfa que mais se destaca é Eco. Acontece que Narciso rejeitou também o amor de Eco. A ninfa então, definhou por ter sido rejeitada, deixando apenas um sussurro débil e melancólico.
Todavia, a deusa da vingança e retribuição, Nêmesis, apiedou-se da moça e fez com que Narciso visse o próprio reflexo e se apaixonasse por ele. E o jovem ficou enamorado de si mesmo, e deitou-se no banco do rio a admirar o próprio reflexo; onde definhou. Mais tarde as ninfas construíram-lhe uma mortalha para que este fosse enterrado dignamente. Porém, quando foram encontrar seu corpo, somente avistaram uma flor: O Narciso .(Fonte: Wikipédia).

Narciso admirando o próprio reflexo.

05/04/15

Por detrás do vidro, estou



Como posso estar sossegada
se tudo se reverteu contra a minha vontade?
A tranquilidade d'alma sentia-a nas manhãs claras
que não se repetiram, senão naquela cidade.
Enfrascaram-me os sentimentos
e diluiram-nos com  álcool 
para poder desinfetar  de mim a liberdade.
E o que retive do hálito dos livros
era para estar completo e não está.
Retorcida, esprimida, desbotada
não tenho nada... tudo se desfez numa aragem
súbita e o que restou não foi a minha poesia
foi o ódio de não poder ser quem era.
Cumpriste o meu sonho.

Que tens que eu não tive?



S.C. 28.03.15