05/04/15

Por detrás do vidro, estou



Como posso estar sossegada
se tudo se reverteu contra a minha vontade?
A tranquilidade d'alma sentia-a nas manhãs claras
que não se repetiram, senão naquela cidade.
Enfrascaram-me os sentimentos
e diluiram-nos com  álcool 
para poder desinfetar  de mim a liberdade.
E o que retive do hálito dos livros
era para estar completo e não está.
Retorcida, esprimida, desbotada
não tenho nada... tudo se desfez numa aragem
súbita e o que restou não foi a minha poesia
foi o ódio de não poder ser quem era.
Cumpriste o meu sonho.

Que tens que eu não tive?



S.C. 28.03.15


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