30/12/14

Loa - VN

Presépio tradicional  da Biblioteca VN  - 2011

O Menino Jesus com triguinho nos pratos dos meus pais

Loa


Meu Menino Jesus dos triguinhos no prato,

Não enxugues a tua lágrima de vidro,

Não apagues a tua estrela de prata suspensa no quarto ainda morno,

Não deixes envelhecer os velhos tios de retábulo

Ajoelhados em torno:

Deixa estar as palhinhas urinadas no estábulo,

Que a chuva cheira bem e o pão tufa no forno.

Doira, Menino Jesus, aquele milho amarelo

Que o Joaquim Pacheco secou na escuridão do seu muro,

E manda um navio de nevoeiro

Ao poeta que embarcou à noite no Funchal                               

Deixando o lenço de sua Mãe molhado no último adeus.

Anda, Menino Jesus, e não me queiras mal

Se eu te disser que assim é que te sinto Deus.

Manda o navio de nevoeiro

Pela primeira vaga que vires redonda e rebentada:

Tua mão outra vez a atira contra a noite,

Como se não tivesse batido nessa grande praia parada.

E deixa as minhas faltas à missa,

Esquece os pontos fracos da minha velha teologia,

E o orgulho, a razão, o materialismo passageiro...

Mandes tu pelo mar o navio de nevoeiro!



VITORINO NEMÉSIO

23/12/14

Aromas do meu Natal Tradicional








Pelo sonho é que vamos - Sebastião da Gama

A Noite de Natal, Sophia de Mello Breyner Andresen


O Natal da Joana e do Manuel

Concurso Literário "Outono Vivo"

Três alunas da escola Secundária Vitorino Nemésio ganham concurso literário de "Outono Vivo" sobre o tema: "Baluartes da Liberdade"


1º Lugar

2º Lugar


3º Lugar


Júri com os vencedores das categorias A e B

O Presépio


Tradições de Natal




A palavra Presépio deriva do latim praesepium, que quer dizer curral, estábulo ou lugar de recolha de gado.
Conta a tradição católica que o presépio teve origem surgiu no séc. XIII, em Úmbria (região da Itália central). Foi S. Francisco de Assis que, com a permissão do Papa, criou um presépio com figuras humanas e animais, recreando o local de nascimento de Jesus, que serviu de pano de fundo para a missa de Natal desse ano. Esta representação teve tanto sucesso, que se tornou numa referência Cristã, representativa do Natal, em quase todo o mundo.
Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas (por volta do séc. XVII). É colocado no início do Advento sem a figura do menino Jesus, que será posta na noite de Natal, após a missa do galo. O presépio é desmontado no dia seguinte ao Dia de Reis.
Na tradição Portuguesa, as figuras que se colocam no presépio, além da Sagrada família (S. José, Maria e o Menino Jesus), dos pastores e alguns animais, e dos três Reis Magos, também encontramos figuras como o moleiro e o seu moinho, lavadeiras, membros de um rancho folclórico e outros personagens típicos da cultura portuguesa. Tradicionalmente feito de barro, podemos encontrar ainda peças de diversos materiais, desde tecido ou madeira até porcelana fina.

Panis Angelicus



Panis angelicus
Fit panis hominum;
dat panis coelicus
Figuris terminum
O res mirabilis!
Manducat, dominum

Pauper, pauper
Servus et humilis
Pauper, pauper
Servus et humilis


Panis angelicus
Fit panis hominum;
dat panis coelicus
Figuris terminum
O res mirabilis!
Manducat, dominum!

Pauper, pauper
Servus et humilis
Pauper, pauper
Servus et humilis









Convívio de Natal 2014 na ESVN


A confraternização do Natal  juntou muitos voluntários e sorrisos! 

04/11/14

Do "pintor europeu das ilhas"


 A Festa - António Dacosta 




Ilha de ser e pedras
Anel e eco de mim
És o vulto e és o véu
Do nada que deténs
Ponho a mão no teu seio
Ouço o fogo em que ardes
As asas com que te escondes
A evidência em que te consomes

António Dacosta, in A cal dos muros,  Assírio & Alvim, 1994.

03/11/14

Centenário do nascimento de António Dacosta (1914-2014)




António Dacosta

Poeta e pintor açoriano, António Dacosta nasceu em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, em 1914. Mudou-se para Lisboa em 1935, onde estudou Belas-Artes. Estudou arte também em Paris, cidade onde se instalou definitivamente no ano de 1947. 
A sua pintura insere-se no movimento surrealista, tendo participado na Exposição Surrealista de Paris de 1949.
Para António Dacosta, a poesia representava um complemento da pintura, utilizando-a como catalisador do processo criativo de pintar. Destruiu, por este motivo, grande parte dos poemas que escreveu. A Cal dos Muros é o único livro do pintor-poeta que foi  publicado, postumamente,


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"Ó minha terra de nevoeiros míticos
De imerecidas serras frescas
O sol que aquece os teus dias não é nulo
Nem os epistémicos deuses que te espreitam
Do alto sobre as tuas sete colinas
Ávidas estátuas tristes de serem velhas sombras
Antigas e só oníricas de vez em quando
Deixai pois ó pretas gravatas públicas da verdade
Deixai o sonho ser tão real como são
As pedras os muros as casas as amplas cidades
A morna brisa que te aquece as noites
Há-de amanhã soprar outra e outra vez
E tudo o que no redondo mundo é vivo
Será vida como agora e vejo eternamente a mesma."
António Dacosta, in A cal dos muros, Assírio & Alvim, 1994


- Imagens a legendar brevemente. 


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A menina da bandeira  - acrílico sobre tela -  1984


Museu de Angra assinala centenário do nascimento de António Dacosta (Vídeo) - Notícias - RTP Açores


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25/10/14

"Um livro faz-nos mais ricos"





2010 foi o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social. 

A convite da então DGLB, o ilustrador José Manuel Saraiva criou o cartaz "Um livro faz-nos mais ricos". Com ele, pretendeu-se chamar a atenção para a importância do Livro como bem cultural, fundamental para o desenvolvimento da literacia e consequente crescimento económico. De igual forma, a leitura torna-nos menos pobres, contribuindo para minorar a exclusão e promover a autoestima e a capacidade de integração social.

18/10/14

Prémio LeYa 2014 atribuído ao romance «O Meu Irmão», de Afonso Reis Cabral
17 Out 2014
DECLARAÇÃO DO JURI DO PRÉMIO LEYA 2014 – 17/10/2014

O júri do Prémio LeYa, reunido ontem e hoje em Alfragide, deliberou por unanimidade distinguir a obra O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral.

O livro premiado trata de um tema delicado, que poderia suscitar uma visão sentimental e vulgar: a relação entre dois irmãos, um deles com síndrome de Down. A realidade é trabalhada de uma forma objectiva e com a violência que estas situações humanas, podem desenvolver, dando também um retrato social que evita tomadas de decisão fáceis, obrigando a um investimento numa leitura que nos confronta com a dificuldade de um mundo impiedoso. Há no entanto uma tonalidade lírica na relação que se estabelece entre dois deficientes e que salva, através de apontamentos de poesia e de humor, o desconforto de quem vive este problema.

Sobre o autor

Afonso Reis Cabral nasceu em Lisboa em 1990 e cresceu no Porto onde estudou, no Colégio dos Cedros até ao 9º ano e na Escola Secundária Rodrigues de Freitas. Em 2005 publicou o livro de poemas “Condensação” onde reúne poemas escritos entre os 10 e os 15 anos. Afonso escreve desde os 9 anos, começou na poesia e depois experimentou a prosa. Em 2008 ficou em 8º lugar no “7th European Student Competition in Ancient Greek Language and Literature” entre 3532 concorrentes de 551 escolas europeias e mexicanas. Foi o único português a concorrer.

É licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos, pela Universidade Nova de Lisboa, instituição de onde tem, também um mestrado em Estudos Portugueses. Trabalhou como revisor em diversas editoras e sempre se imaginou a trabalhar na área cultural. Atualmente trabalha numa editora.

Sobre o júri

O júri do Prémio LeYa 2014 foi constituído por Manuel Alegre (presidente),  Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda José Carlos Seabra Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, Reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, Professora da Universidade de São Paulo.


12/10/14

Biblioteca Escolar : um mapa de ideias




Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar

Em todo o mundo, este período é aproveitado para reforçar a visibilidade das bibliotecas escolares e a consciencialização acerca do seu valor nas aprendizagens.


A International Association of School Librarianship (IASL) propõe, como anualmente acontece, um tema aglutinador, «Your School Library: Mind-Map Central» —

«A tua biblioteca escolar: um mapa de ideias»
(tradução adotada pela RBE) ver aqui

11/10/14

Patrick Modiano

Nobel da Literatura

Patrick Modiano, romancista francês de 69 anos de idade, venceu o Prémio Nobel de Literatura deste ano. O autor tem mais de 30 títulos muito marcados pela experiência na II Guerra Mundial e sequelas da mesma. 
Editado em Portugal pela Porto Editora, "Horizonte" é o seu mais recente romance. 




Uma força para o mundo




03/10/14

Já ouviu falar em Biblioterapia?

Biblioterapia de desenvolvimento, gestão das emoções e pensamento crítico: uma estratégia de intervenção para as bibliotecas escolares

Manuela Barreto Nunes, João Gouveia, Marisa Pedrosa, Madalena Van-Zeller

Resumo

O conceito de biblioterapia, entendido como a função catártica da leitura, é reconhecido desde a Antiguidade Grega e Romana: na Poética, Aristóteles defende a leitura de poesia como um remédio contra a dor, o medo e o sofrimento e, no séc. I A.C., o médico romano Aulus Cornelius Celsus, recomendava a leitura e a discussão de obras de grandes filósofos como terapia, útil tanto no tratamento das doenças do coração, como para desenvolver as capacidades críticas dos pacientes. Em Portugal, sobretudo na última década, a biblioterapia tem sido esparsamente praticada em hospitais pediátricos e começou a despertar a atenção de professores e bibliotecários, encarada como uma forma de promover hábitos de leitura e, ao mesmo tempo, contribuir para uma melhor gestão das emoções e um aumento da auto-estima e das capacidades críticas, principalmente em crianças e jovens de risco, ou oriundos de meios sociais desfavorecidos. Estudos recentes demonstram que a biblioterapia, efetivamente, contribui para o auto-conhecimento e para o conhecimento dos outros, e pode ser um importante apoio para a gestão das emoções e também para a promoção do sucesso educativo. A comunicação que agora se apresenta tem como objetivos enunciar o conceito de biblioterapia de desenvolvimento, entendida como um método eficaz de intervenção das bibliotecas na sua ação sobre os indivíduos e na prossecução das suas missões sociais, nomeadamente na promoção da cidadania e da inclusão social através do auto-conhecimento e da relação com os outros. Apresentando duas vias de intervenção aplicadas em dois projetos de investigação-ação, em níveis etários e educativos distintos, e utilizando diferentes estratégias, conclui-se pela relevância do uso de tal método na atividade biblioteconómica, nomeadamente em contexto colaborativo, no âmbito das bibliotecas escolares, uma vez que após as intervenções biblioterapêuticas se verificaram alterações efetivas no comportamento das crianças e dos adolescentes alvos dos estudos.







30/09/14

Conto "A rapariguinha dos fósforos"

 A rapariguinha dos Fósforos, um conto de Natal de Hans Christian Andersen
Alunos do 7º ano - 2011 na BE


Cenário 

A lareira aquecia o ambiente à espera dos alunos do 7º ano