01/02/13

ANTÓNIO DACOSTA

Poeta e pintor da Ilha Terceira 


(1914-1990)
António Dacosta - poeta e pintor português, que nasceu em Angra do Heroísmo.
Dacosta deixou a Terceira em 1935 e veio para Lisboa, onde fez os seus estudos na Escola Superior de Belas-Artes. Participou na exposição surrealista de 1940 em Lisboa.
Em 1947, foi viver como bolseiro para Paris.
Foi um dos principais nomes da pintura surrealista em Portugal. Abandonou a pintura em 1949, dedicando-se em seguida à literatura (crítica de arte), tendo sido cronista em vários jornais e revistas. Um dos motivos que o fez abandonar a pintura foi a perda de grande parte das suas obras que arderam num incêndio. Em 1975, retomou a pintura.
António Dacosta ganhou o Prémio Amadeu Souza-Cardoso (1942).

Publicou  A Cal dos Muros, Assírio & Alvin, 1994.

  

"A Festa" quadro surrealista ,óleo sobre tela



"Dois limões em férias" 1983, óleo sobre tela

Escrita da Ilha Redonda

Fevereiro -  Mês do Escritor Terceirense

 
Nesta sala com janelas para o poente
Nesta sala com móveis e livros que a penumbra  afeiçoa
E os objectos torna maleáveis e dúcteis aos dedos que os não tocam

Nesta sala me sento e espero o indizível
Talvez o poema de um dia
Talvez que ao vasto e ermo espaço que invento
Sob a forma de um cisne afluas mensageira
Desertora
Da multidão dos bem-aventurados exércitos

Nesta sala suspendo o velho pêndulo
Do coração sustenho o marulhar
Do sangue apuro a alma ao som

Dos teus passo longínquos
A um possível
Batimento de asas
   
  FÉLIX, Emanuel, 121 Poemas Escolhidos (1954-1997), Salamandra, Lx,2003, p.166.

Quando folheamos ou lemos um livro de um escritor  terceirense, seja ele nosso conhecido, amigo ou parente  ecoa ao nosso ouvido o timbre da sua voz, da sua gargalhada  ou  de um  sábio comentário de momento, que alguém algum dia nos contou. 
A sensação de um cumprimento, beijo ou sorriso ou até de um abraço apertado de alegria, perpassa no nosso corpo se for nosso contemporâneo.  A  satisfação  do  que eles disseram por nós, de nós  e sobre nós (pelo conhecimento que não temos) é a aliança que unifica  o sangue da insularidade e que regista a secular matéria daquilo que somos. Mais... conhecemo-los daqui ou dalém...
A escrita da ilha redonda é rica  de  nobres  sensações e de vivências ancestrais que o tempo foi introduzindo na alma dos mais sensíveis para que  na memória se perpetuasse, quiçá sem intuitos de perenidade.
O Desafio Literário deste  mês abrange diversas escritas de que nos orgulhamos sobremaneira.
Ver os filhos da  Ilha - o  Homem e os seus  livros - reunidos  numa mesa redonda aflora as nossas emoção porque mais próximos  de nós ainda  e porque  os não  queremos esquecidos.

 Opinião  Silvana Correia 1/2/2013


 Para expor  na Biblioteca reunimos vinte autores, embora  eles sejam muitos mais...


Álamo Oliveira (1945--)
António Dacosta (1914-1990)
António Machado Pires (1942--)
Augusto Gomes (1921- 2007)
Carlos Enes (1951--)
Coelho de Sousa (1924-1995)
Diniz Borges (1958--)
Emanuel Félix (1936- 2004)
Francisco Cota Fagundes (?)
Francisco Ernesto O. Martins (1930- 2012)
Hélio Costa (1954--)
Joel Neto (1974--)
Jorge Forjaz  (1944--)
José Noronha Bretão (1939-1998)
Luís Fagundes Duarte (1954--)
Mário Cabral (1963--)
Norberto Ávila (1936--)
Vasco Pereira da Costa (1948--)
Valdemar Mota (1933--)
Vitorino Nemésio (1901-1978)




30/01/13

Desafio Literário 2013

Se estas sugestões o ajudarem a optar por ler mais um livro...quem beneficiará? 



A BE agradece a sua visita!Todos os meses teremos livros expostos sobre os temas abaixo referidos.
Janeiro: Mês dos prémios nobel da literaturaFevereiro: Mês do escritor terceirenseMarço: Mês do livro alusivo ao mar 
  Abril: Mês do livro censuradoMaio: Mês do autor português contemporâneoJunho: Mês do livro com títulos de nomes de animais